1605~1606
Pero Coelho parte de Pernambuco em uma caravela com a família para o Ceará, onde havia deixado o capitão Simão Nunes com os soldados, que ali estiveram ano e meio em um fortim de taipa a aguardar o socorro prometido pelo Governador Geral Diogo Botelho.
O capitão da caravela com mantimentos, chefiada por João Soromenho, é extraviada. Supõe-se que atacou e capturou indígenas.
19 de setembro de 1606
Provisão régia mandando prender e processar a João Soromenho pelas suas malversações, que levaram a perder a bandeira de Pedro Coelho ao Ceará.
Simão Nunes e seus soldados fogem para o Rio Grande, abandonando o capitão-mor.
Pero Coelho, retirado com sua família no rio Jaguaribe, tenta tornar para a Paraíba com 18 soldados que não haviam desertado e um indígena batizado como Gonçalo.
A travessia da infeliz caravana de que faziam parte os cinco filhos do capitão-mor, dos quais o mais velho tinha 18 anos, todos morreram de fome e de sede.
Depois de perderem vários companheiros, chegaram os expedicionários esqueléticos, loucos de fome, sendo acolhidos pelo vigário do Rio Grande.
Uma versão diz que Pero Coelho morreu ao chegar ao Rio Grande do Norte. Outra versão conta que, da Paraíba, Pero Coelho partiu para a Espanha, onde morreu depois de passar longos anos cobrando, inutilmente, o pagamento de seus serviços.
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