1626
25 de junho. Chega ao fortim do Amparo frei
DÓ INSTITUTÒ DO CEARÁ
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Christovão, custodio eleito para Maranham. Carvalho, governador do Maranham, o encontrou no Ceará, e 15 dias depois seguiram juntos para Maranham. (Frei V. do Salvador).
Sabendo aquelle das necessidades espirituaes do Ceará, tinba vindo acompanhado de alguns padres, emprehen- dendo a viagem por terra. Em caminho, tinha sido ac- comettido por un bando de 90 tapuios, aos quaes dif- ficilmente poude escapar, em combate formal, destroçan- do-os cem 25 homens, que trazia.
Os selvagens o tinhão seguido encommodando-o com emboscadas, até elle recolher-se ao presidio, onde estava Martim Soares.
28 DE JULHO. Chega ao Ceará, vindo de Pernam- buco o 1.* governador do Maranham Francisco Coelho de Carvalho, acompanhado de seo filho Feliciano Coelho de Sampaio, vindo em cinco navios o sargento mór Ma- noel Soares de Almeida, Manoel de Sousa Deça, capitão mór do Pará, o provedor Jacome de Reymonde, e João Maciel. Tinhão sahido do Recife no dia 13.
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Carvalho conferio a Martim Soares as insignias de S. Tiago.
18 de Maio de 1626
Frei Christovam de Lisboa depois de haver estado no Pará e Maranhão sai em visita eclesiástica para o Ceará acompanhado de noventa tapuias e oito portugueses, os quais lhe foram de grande proveito, pois no trajeto, teve de repelir os assaltos inúmeros e mortíferos de tapuias de corso.
Nesses combates muito se distinguiram como o próprio Frei Christovam, Frei João, o Padre Balthazar João Correia e o soldado João Pereira.
20 de Junho de 1926
Chegam ao Ceará e são recebidos por Martim Soares Frei Christovam e seus companheiros. Francisco Coelho de Carvalho parte de Pernambuco e depois de ter repelido na Bahia da Traição as guarnições de varias nãos Holandesas, chega ao Ceará e aqui toma posse do seu governo.
15 de Agosto de 1926
Reedificado o Forte do Ceará, o governador Coelho de Carvalho parte para o Maranhão, acompanhando o Frei Christovam e dois jesuítas dos quais um de nome Lobo do Couto.
Duas cartas de Frei Christovam descrevem uma tormenta, que ao segundo dia de viagem acometeu o navio, que os levava ao Maranhão. As cartas são escritas ao irmão, o chantre Manoel Severim de Faria. Coelho de Carvalho faleceu em Cametá - Pará no dia 15 de Setembro de 1636.
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