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1654

 1654 


4 de Maio – O mestre de campo geral e governador de Pernambuco Francisco Barreto de Menezes elege para capitão-mór do Ceará a Alvaro de Azevedo Barreto, o qual nesse mesmo anno começou a construcção da er- inida da fortaleza de N. S. d'Assumpção. 


Alvaro de Azevedo Barreto, cavalleiro da Ordem de Christo, era filho de Audré Velho de Azevedo e nasceu em Monção. Foi sen irmão o padre Constantino da Cu- nha de Azevedo, 


DO INSTITUTO DO CEARA' 


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Com Alvaro Barreto esteve perto de 2 aunos no Ceará Valentim Tavares Cabral o qual, reza a chronica, den 378 alqueiros de sal para sustento da infantaria sendo então o valor do sal pataca o alqueire. 


Valentim Tavares tomou parte no cerco de Badajoz e descerco de Elvas como capitão de auxiliares, e quan- do Do Brazil, faz-se notavel contra es Hollandezas en- trando nas duas batalhas dos Guararapes, nos comba- tes das Salinas, da Barreta, da Estancia do Aguiar, fortaleza das Cinco Pontas e tomada do Recife. 


Em 12 de Fevereiro de 1663 obteve patente de capitão mór do Rio Grande por 6 annos na vaga de 21 de Ja- neiro de 1662. Esse documento figura na minha collec- ção (Coll. Studart, vol. 4. p. 519). 


Era filho de Felippe Vaz e natural de Pernambuco. 15 de Maio Carta regia estabelecendo o imposto do subsidio militar. 


28 de Maio Francisco Barreto requer a S. Magestade que se passe provisão de vigario do Ceará ao clerigo Pedro de Moraes, pessoa de muita virtude e pratica da lingun dos indios. 


Essa proposta teve parecer favoraval do Conselho Ultramarino a 11 de Agosto. 


30 de Maio Francisco Barreto communica a El-Rei ter nomeado para capitão-inór do Ceará a Álvaro de Azevedo Barreto, o qual seguira para lá com quatro companhias de soldados e duas de indios e pretos. 


17 de Agosto — O Conselho de Ultramar, de accordo com a representação de 30 de Maio de Francisco Barreto, propje que se passe patente d capitão-mór por tres aunos a Alvaro de Azevedo Barreto. 


23 de Novembro Resolução regia approvando a no- meação de Alvaro de Azevedo Barreto para capitão- mór do Ceará por tres aunos. 


Nesse anno Manoel Pereira da Silva, notavel pelos feitos que praticon contra os Hollandezes de Pernam- buco, veio ao Cearà e depois de uma demora de mais de anno e meio voltou a pé para o Recife. Durante a tra- vessia, que durou 30 dias, atravez de mil difficuldades 


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REVISTA. TRIMENSAL 


e perigos Pereira da Silva viu-se em condições de ven- der a roupa que trazia e de alimentar-se com seus sol- dados de carne de cavallo. 

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26 DE JANEIRO. Capitulação do Recife. 
20 DE MAIO. Posse do capitão Alvaro de Azevedo 
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REVISTA THIMENSAL 
Barreto, nomeado commandante do forte do Ceará pelo governo de Pernambuco, em seguida á capitulação do Recife; tinha servido em Portugal e na guerra hollandesa, e regressou para Lisboa em 1657. Gartsman, a quem elle succedeu, retirou-se para Martinica, onde falleceu. 
Da presença d'este chofe hollandez no Ceará se deprehende, que foi elle, quem o reconquistou, depois de 1644. Deve ter vindo com Mathias Beck, ou succe- dido a este no governo do forte, que elle fundára. 
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A' direita e á esquerda do riacho Maraja-i-tiba, de- pois chamado Telha e finalmente Pajehú, começou a edificação da cidade, e fixaram-se os indios, quando dei- xaram Villa-velha, sendo que se estendião até o logar Aldeinta, onde houve um fóco da população indigena. 
O riacho Fajehú formava primitivamente, na sua barra, uma camboa, pela qual entravão as embarcações miúdas, dando desembarque a léste da fortaleza, no espaço agora occupado pela casa de banhos da municipalidade. 
Foi no periodo da guerra dos hollandezes, que o interior do Ceará começou a ser conhecido. O valle de Jaguaribe, depois das cercanias da Fortaleza, foi o pri- meiro ponto, que recebeu povoadores portuguezes, ou de raça cruzada; e isto se deprehende das datas, em que forão concedidas as sesmarias da capitania, e bem assim do adiantamento da criação de gados n'aquella ribeira. Os hollandeses não tinhão podido estabelecer-se alem da zona do litoral. 
As familias, que viérão estabelecer-se no sul do Ceará, fugindo ás vexações da guerra, primeiro se tinhão esta- belecido nos sertões da Bahia e Pernambuco. D'ahi fisérão a sua entrada na capitania. 
Os povoadores do Cariri viérão de Porto-calvo, do Penedo, e da Cotinguiba, pelo riacho da Brigida. Pelo Rio-do-peixe, viérão os povoadores do Icó e alto Jaguaribe, quasi todos do centro da Parahyba, de Itabaiana, de Pernambuco, etc. Finalmente, as regiões interiores do Jaguaribe, o litoral da capitania e o valle do Acaracú roceberam os seus povoadores da costa de Pernambuco, 
DO INSTITUTO DO CEARÁ 
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Parahyba, e principalmente do Rio-grande-do-norte. N'es- tes ultimos pontos, a colonisação foi mais tardia. 
Os rios erão, em começo, os unicos caminhos, por onde se penetrava no interior do paiz. 

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