1660
Principios de Março. Põe-se a caminho para a serra da Ibiapaba o padre Autonio Vieira, em cujas mãos neste anno juraram vassalagem os indios Tobajaras, doutrinados e domesticados pelo padre Pedro de Pe- drosa.
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18 de Novembro Despacho Regio nomeando João de Mello de Gusmão para capitão-mór do Cearà de accor- do com o parecer de 13 de Outubro do Conselho Ultra- marino.
A esse capitão-mór o Visconde de Porto Seguro cha- ma Quimão.
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29 de Novembro
REVISTA TRIMENSAL
O Conselho Ultramarino é de opi- nião que se dè licença a João de Mello de Gusmão para conduzir mulher, filhos, familia para o Ceará, de cujo governo fora investido.
Esse parecer foi adoptado pela Rainha a 7 de De-
zembro.
João de Mello de Gusmão fui o primeiro povoador propriamente dito que veio com familia ao Ceará, onde havia apenas a infantaria do presidio, que era mudada cada anno pelo governo de Pernambuco.
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1660
24 DE MARÇO. Chega á Ibiapaba o padre Antonio Vieira, com mais dois missionarios.
N'este anno, governava o Ceará, segundo a chronica de Araripe, o capitão-mór Diogo Coelho de Albuquerque. Nos archivos da provincia, porem, que alcanção até
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REVISTA TRIMENSAL
1662, só se encontrão actos d'este capitão-mór de 2 de- Maio de 1663 a 13 de Dezembro d'esso anno.
Decididamente, a sua nomen zão foi feita em Pernam- buco, á cuja jurisdicção o Ceará voltou inteiramente, com a terminação da guerra.
Araripe diz que, do 1021 até 1655, o Ceará esteve reunido ao Estado do Maranhain. Todavia, começada a guerra, por Pernambuco, como aftestam os factos, foi supprido sempre de tropas e de munições, e a Pernambuco antes da guerra estivéra ligado por todas as relações politicas e civis,
E' certo fambem que Antonio Teixeira de Mello, que, em algumas chronicas, figura como capitão-mór do Ceará, effectivamente no exerceu este cargɔ, nem veio ao Ceará. Esto só oslove sujeito a Teixeira, porque, naquella épocha (1044) o Maranham se achava sob. a sua autoridade, como vencedor dos hollandezes, cm- quanto Pernambuco estava ainda occupado por elles.
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Theberge pretende que Estevão de Campos, em nome de Teixeira, tomdra posse do governo da capitania.
Candido Mendes diz que, n'este anno, este, como governador do Maranham, Bandon odificar uma forta- leza no Ceará. Dove ter sido em Camocim, onde os governadores do Maranham continuaram a exercer autori- dade, ainda algum tempo depois do governo.
Foi neste te-apa, que o padre Antonio Ribeiro teve de deixar a Ibapaha, mua sandorror a commandante do presidio da barra do Ceará, contra o qual se tinhlo re- voltado os indios, en consequencia do massacre de cerca de 500 guanacés polos seos inimigos, os jagusranns.
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