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41 de Abril — Ordem de Gaspar de Souza transmittida ao Dr. Ray Mendes de Abreu, chanceller da casa è re- lação da Bahia, mandando effectuar o pagamento dos soldos do capitão e soldados do presidio do Ceará e bem assim do padre e do almoxarife e escrivão ahi resideu- tes apezar da relutancia manifestada pela junta de fa- zenda de Pernambuco.
28 de Maio — Gaspar de Souza envia a soccorrer o forte
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REVISTA TRIMENSAL
da Nossa Senhora do Rosario un caravellão com trze- éntos homens sob o cominando do Capitão Manoel de Souza d'Eça, natural dos Açores e então provedor dos defuntos e anzentes em Pernambuco.
9 de Junho Aporta a Jericoacoara o caravellão de Manoel de Souza d'Eça.
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18 de Junho Chega a Jericoacoara de uina para duas horas da tarde um uavio francez, de duzentas tonella- das mais ou menos sob o commando do Sr. du Prat (os indigenas chamavam Curyma), trazendo a sen bordo trezentos homens para a colonia do Maranhão e doze missionarios capuchinhos entre os quaes o commissario frei Archangelo de Pembrock. Vinha do Ceará onde teve noticia da existencia do forte do Rosario.
Tentando du Prat apoderar-se do forte para o que fez desembarcar cerca de duzentos soldados com capi- tão, alferes e sargento, sabem-lhe ao cucontro dezoito homens tendo a sua testa Manoel d'Eça e o Capitão Je- ronymo de Albuquerque, os gqnaes derrotam completa- meute o assaltantes obrigando os que sobreviveram a fugirem precipitadamente para o navio, com perda de mais de doze mortos e cerca de trinta feridos.
Esperando ser atacado no dia seguinte, Manoel de Eça, a quem faltavam as munições, fez reduzir a pe- louros os pratos de estanho, que encontron no arraia), mas nessa madrugada o inimigo fez-se a vela para o Maranhão sem mesmo ter feito ngoada.
A historia dave registrar os nomes dos principães soldados, que tomarai parte na defeza do presidio. Foram elles os capitães Manoel de Sonza d'Eça e Jero- nyno de Albuquerque, Alferes Christovam Sellares, Sargento Balthazar Fernandes Barreiros e cabos de es- quadra Simão Fernandes Botelho, Manoel Dias Guote- res e Francisco de Araujo de Moura.
A du Prat refere-se com grande elogio a carta de Ravardiere dirigida a Jeronymo de Albuquerque em 21 de Novembro.
22 de Junho — E' dessa data o Regimento dado a Jero- nymo de Albuquerque por Gaspar de Souza para o
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descobrimento e conquista das terras e rio do Ma- ranhão.
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7 de Setembro Jeronymo de Albuquerque desembar- ca em Iguape e segue para o forte do Ceará a incorpo- rar-se com Diogo de Campos e sua gente, vindos por mar em expideção salida de Pernambuco a 23 de Agos- to. Com Jeronymo de Albuquerque vinham frei Cosme de S. Damião e frei Manoel da Piedade.
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17 de Setembro – A esquadra de Diogo de Campos dei- xa o forte do Ceará indo estacionar em Paramirim onde se lhe renne Jeronymo de Albuquerque, que ha- via seguido por terra com os indios.
Embarcados uns e outros, chegam a 19 ao forte do Rosario.
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5 de Outubro Celebra-se em Jericoacoara a festa de Nossa Senhora do Rosario com missa cantada a orgão e flantas e com sermão por frei Manoel da Piedade.
12 de Outubro Depois de demolir o forte do Rosario, Jeronymo de Albuquerque e seus companheiros deixam a ponta de Jericoacoara, fazendo-se à vela para Peria. Serviu-lhes de Piloto Sebastião Martins, que por alli andara com Martim Soares.
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26 DE MAIO, Jeronymo de Albuquerque chega a Pernambuco, de volta da sua falhada expedição.
23 DE MAIO. O governador do Estado Gaspar de Souza manda do Recife, sob o commando de Manoel de Souza Eça, uma caravella com soccorros de gente e viveres ao fortim do Rosario,
10 DE JUNHO. Neste dia, as forças de Eça, chega-
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das na vespera á Jericoáquára, encontrando-a investida pelo corsario francez Pratz, empenha um combate, em que o derrota. A guarnição já tinha sido atacada, na ausencia de Albuquerque, por 300 indios, e os rachaçara.
24 DE JULHO. O governador de Pernambuco re- cebe ordens do governo de Madrid para faser Albuquer que emprehender novamente a conquista do Marauham.
23 DE AGOSTO. Parte de Pernambuco, para esse fim, ás ordens delle uma esquadra commandada por Diogo de Campos Moreno, sargento-mór do Estado e ti de Martim Soares Moreno. A este militar deve a historia os preciosos documentos-A Rasão d'Estado e A jornada do Maranham.
Joronymo de Albuquerque tinha precedido á es- quadra no intuito de faser marchar um contigente de indios da Parahyba e Rio-grande, sahindo de Pernam- buco por terra no dia 22 de Junho.
7 DE SETEMBRO. A esquadra parte do Ceará, não podendo demorar-se em Mucuripe, disse Diogo de Cam- pos, porque o sitio era doentio e os ralos (pontas de pedra no fundo do mar) roião as amarras.
24 DE SETEMBRO. Diogo de Campos, precedendo com seus navios a Jeronymo de Albuquerque, chega ao Curú, e explora este rio subindo por elle em um batel 5 legoas.
27 DE SETEMBRO. Albuquerque deixa o forte do Amparo, levando do Ceará o diminuto contigente de 20 frecheiros indios sob o commando de um filho de Jacaúna, rapaz de 18 annos. Camarão, que tinha vindo por terra desde o Rio-grande, ficou em companhia do seu irmão, que, segundo refere Diogo de Campos, pedio que o dei- xassem, ou ao menos lhe déssem tempo, para engordar.
Para obter auxilios tão fráços, Albuquerque foi obri- gado a deixar, como refem, a Jacaúna um seu filho de dois annos com algumas criadas indias.
29 DE SETEMBRO. Chegada a Jericoáquara.
12 DE OUTUBRO. A expedição parte de Jericoáquara com a guarnição do forte do Rosario, que para isto a tinha demolido.
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No commando do forte do Amparo ficou Estevão
de Campos, substituindo a Britto Freire.
26 de outubro. Chegada á Guaxenduba.
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