+: Ebocha
. DE ABRIL. Abdicacão do imperador Pedro 1.
lá DE Haro, Chega é Forlaleza, pelo brigues ja. |
gloz Afiesa, d noticia desse facto. Ha festas e regosios, 188 nevistA TRIMÊNSAL |
15 pe Maro. Na noite deste dia, os putriotas, DO
seu enthusiasmo pelos acontecimentos de | de Abril,
dirigem-se ao Compo-da-p olvora. ora Passeio-publico da
capital, e derribam a machado a forca erguida alli pela
comissão militar desde 1825. Em muitas villas da
“provincia. commemorou-se 6 acontecimento, plantando-se -
uma arvore. a qual davão a deneminação de arvore de
Eberdade. Na capital foi um coqueiro na praça de pa-
lacio, em Quixeramobim uma cajaseira na praça da matriz.
4
6 pe JuxHo. Motim no Crato. Alguns partidistas
ão 7 de Abril, adversos a Pinto Madeira, com 0 destas.
camento de primeira Jinha, fazem a camara daquella vil-
la depôr o ouvidor Rocha Bastos é ouiros funccionarios,
conio infensos 4 revolução. Agostinho, do Icó ; Fran-
cisco Cardoso de Mattos, do Crato, € outros influentes |
| desta ultima villa dão aviso ao presidente da provincia
de achar-se Pinto Madeira em armas, apozar dos pro-.
restos de adhesão, que a camara do Jardim fazja à no.
va ordem de cousas. | |
| a8 DE JucHo. Parte da capital o commandante
das armas Thomaz Antonio da Silveira, em commnissão
do presidonte, para uhservar a situação politica do Cra-
to e Jardim. Era conhecido por—Canôa.
98 DE Agosto. Thomaz Antonio, depois de haver
tocado em algumas vilas da comarca, chega ao Tardim
com uma pequena escolta. Rondas de palsanos atacam
“ 4 noite uma patrulha, que policiava as ruas, e matara Um
soldado de sua comitiva. O assassino é preso, porém
tomado immedistamente, e o commandante das armas
deixa a villa precepitadamente. |
2 pE Ovurusro. O conselheiro do governo Mignel
Antonio da Rocha Lima substifte ao vice-presidente
José do Castro. | ?
| 11 DE ÓvuruBrO.. Decreto creando a fieguezia dos
“Santos Cosme e Damião, desmembrada da do Içó. De-DO INSTITUTO DO ORARÁ (sá
creto creanido a freguczia da Telha. separada da do Ss,
Matheus, |
| à?» DE OvTIVBRO. Em consequensia do relatorio de
Thomaz Antonio, de 3 de Outubro, o vice-presidente -
manda instaurar uma devassa contra os absolutistas do
Jardim, |
2 DE DEZEMBRO. Coincça no Crato a devassa OT-
denada, funccionanito nella, como ouvidor, o portuguez
Francisco Cardoso de Mattos; ardente patriota, que ti-
nha tomado parte nas lutas da localidades desde o mo-
- vimento de 1Sl7,ce que por amor deste estivera preso na |
Rahia. Para logo começaram as reuniões armadas no
Jardim. As autoridales desta villa pregavão a desobe- |
— dieneia no ouvidor interino, não considerando domittido
Rocha Bastos. | |
& DE DezumBro. Posse de José Mariano de d4l-
buguerque Cavalcante, º presidente do Ceará. ima "
- sido utm dos matadores de brigadeiro Manocl Joaquim
na revolta de é de Março de 1817, no Reside,
14 De Dezembro, Im consequencia das ameaças
das autoridades da. Crato, de marcharem sobre o Jardim,
a ecumara desta vila promove o armamento do povo €
nomea a Pinto Madeira commandante em chefe das for-
«as rebeldes, por ter-se escapado deste encargo, fugindo,
Francisco Xavier de Souza, primeiro designado.
“7 pi DezeMBRO. Marchando os revoltosos sobre
o Crato, sc encontrão, no lugar Burity, com as lorças
enviadas dal), sob co commando do tenente Lulz Ra-
dricues Chaves, € as destroção, |
92% DE DezeMBRO. Entrada de Pinto Madela no
Crato. Chaves, que se tinha retirado para esta villa, a
abandona com os patriotas, seguindo para o Icó pela
estrada da serra de 5. Pedro, Muito em começo deste
anno, o tenente José Felix de Mendonça, que regressa-
va do Crato, onde comtmandiára o destacamento de 1.º linha,
tinha sido morto a tiro, no lugar Mangabeira, por vin-
gança de insultos, que praticára na villa de Lavras, em
“gua passagem para o Crato,
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